sexta-feira, 30 de setembro de 2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Ciclopes não choram (Tony Lopes)

Um ciclope não deve chorar
As lágrimas podem inundar
A sua retina
Transbordar as suas tristezas
E angustias

Um ciclope não deve chorar
As lágrimas podem alagar
A sua rotina
Derramar as suas bobagens
E delírios

Um ciclope
Também não deve olhar diretamente
Para o sol ou para a luz
Ele deve apenas observar
Os contornos sutis

Da escuridão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Fantasma do Futuro (Tony Lopes)


 

As maquinas no comando

As mentes em colapso

O Fantasma do Futuro

Assombrando o presente

 

Os medos apavorando

Em realidade aumentada

O domínio artificial

Gerando outras submentes

 

Controlados

Todos controlados pelas maquinas

Controlados

Virtualmente aprisionados pelas maquinas

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Coração vampiro (Tony Lopes)

Atravessei noites inteiras
Esperando algum sinal
Sem dormir para não esquecer
Que a luz do dia me faz sofrer

Todos os pesadelos que me afligem
Todos os sonhos que ainda não vivi
Nessas noites de estranha solidão
Nessas noites que nunca se acabam

E tudo porque você me desprezou
E tudo porque você não está aqui

Não deixe o meu coração vampiro sofrer

Enfie logo uma estaca nele.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Putas (Tony Lopes)


Adoro as putas

Que cobram o preço justo

E fingem com glamour

 

Odeio as putas

Que se julgam puras

E fingem sem pudor.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A solução (Tony Lopes)


Para o empresário a solução é aumentar o preço

Para o artista a solução é tirar a roupa

Para o bandido a solução é roubar

Para o policial a solução é matar

 

Para o solitário a solução é se isolar

Para o galã a solução é não parar

Para o fracassado a solução é continuar

Para o bem sucedido a solução é ignorar

 

Para mim e para você a solução é nunca duvidar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A sua prepotência (Tony Lopes)


A minha tristeza
Não te pertence
Por isso você
Nunca me viu chorar

A minha dor
Não te interessa
Por isso
Eu nunca te pedi ajuda



Minhas lágrimas
Desérticas
Nunca irão irrigar

A sua prepotência